Leviatã
Tratado em quatro partes: Do Homem, Da República, Da República Cristã e Do Reino das Trevas. Partindo da sensação, da linguagem e das paixões, Hobbes defende que, sem um poder comum, a vida é uma guerra de todos contra todos, que os homens saem dela autorizando um soberano e que a Escritura bem lida coloca a Igreja sob esse soberano.
Compreender o texto
Escrito em Paris depois da execução de Carlos I e publicado em Londres em 1651 por Andrew Crooke, com o célebre frontispício gravado de um gigante coroado formado por muitos pequenos corpos. Hobbes publicou mais tarde em Amesterdão, em 1668, uma versão latina revista, com um apêndice que responde às acusações de heresia.
Pontos principais
- 01
A condição natural
O capítulo 13 deriva da igualdade, da competição, da desconfiança e da glória uma condição de guerra em que a vida do homem é solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta.
- 02
A pessoa artificial
Os capítulos 16 e 17 explicam como uma multidão se torna uma só pessoa quando cada membro autoriza um representante a agir em seu nome e a assumir a sua pessoa.
- 03
O reino das trevas
A terceira e a quarta partes leem a Bíblia para negar que qualquer Igreja possa governar independentemente do soberano civil, e tratam a demonologia, a filosofia escolástica e as pretensões papais como fontes de trevas espirituais.
Explorar as ideias em profundidade
Da guerra ao pacto
Siga o argumento do Leviatã desde a condição natural da humanidade até à autorização de um soberano, e procure o ponto em que termina a obrigação do súbdito.
Situando o texto
Escrito em Paris depois da execução de Carlos I e publicado em Londres em 1651 por Andrew Crooke, com o célebre frontispício gravado de um gigante coroado formado por muitos pequenos corpos. Hobbes publicou mais tarde em Amesterdão, em 1668, uma versão latina revista, com um apêndice que responde às acusações de heresia. Tratado em quatro partes: Do Homem, Da República, Da República Cristã e Do Reino das Trevas. Partindo da sensação, da linguagem e das paixões, Hobbes defende que, sem um poder comum, a vida é uma guerra de todos contra todos, que os homens saem dela autorizando um soberano e que a Escritura bem lida coloca a Igreja sob esse soberano.
Seguindo os argumentos
A condição natural: O capítulo 13 deriva da igualdade, da competição, da desconfiança e da glória uma condição de guerra em que a vida do homem é solitária, pobre, sórdida, embrutecida e curta. A pessoa artificial: Os capítulos 16 e 17 explicam como uma multidão se torna uma só pessoa quando cada membro autoriza um representante a agir em seu nome e a assumir a sua pessoa. O reino das trevas: A terceira e a quarta partes leem a Bíblia para negar que qualquer Igreja possa governar independentemente do soberano civil, e tratam a demonologia, a filosofia escolástica e as pretensões papais como fontes de trevas espirituais.
Continuando a leitura
Leia a Introdução e os capítulos 13 a 18, depois o capítulo 21 sobre a liberdade dos súbditos e a «Revisão e Conclusão», para ver como Hobbes liga a obediência à proteção. Escrito em Paris depois da execução de Carlos I e publicado em Londres em 1651 por Andrew Crooke, com o célebre frontispício gravado de um gigante coroado formado por muitos pequenos corpos. Hobbes publicou mais tarde em Amesterdão, em 1668, uma versão latina revista, com um apêndice que responde às acusações de heresia.
Perguntas para acompanhar a leitura
- Porque pensa Hobbes que é a igualdade, e não a desigualdade, que leva os homens à guerra?
- Segundo o capítulo 21, o que conserva o súbdito quando autoriza o soberano?
Para Hobbes, a soberania absoluta justifica-se pela proteção que garante; quando essa proteção falha, falha com ela a razão para obedecer.
Como ler
Leia a Introdução e os capítulos 13 a 18, depois o capítulo 21 sobre a liberdade dos súbditos e a «Revisão e Conclusão», para ver como Hobbes liga a obediência à proteção.
Edições e fontes
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Os resumos e pontos principais são interpretações editoriais originais. Acompanham a leitura da obra e não substituem uma edição do texto. Método editorial →