BudaBudismo antigo · o caminho do meioGUIA DE LEITURA · Aprofundar · 11 min

As quatro verdades como tarefas

Reconstitua o primeiro discurso: a rejeição de dois extremos, as quatro nobres verdades e a tarefa que cada verdade atribui ao ouvinte.

Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.

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Situando o texto

Conservado no Saṃyutta Nikāya e no Vinaya monástico, com paralelos noutras escolas antigas, o discurso só chegou à forma escrita séculos depois dos acontecimentos que narra. A sua cena final, em que Koṇḍañña obtém o olho do Dhamma, pertence à memória que a comunidade guarda dos seus próprios começos. Apresentado como o primeiro discurso, dirigido a cinco antigos companheiros no parque dos veados de Isipatana, perto de Benares, este texto breve rejeita tanto a entrega aos prazeres dos sentidos como a automortificação e expõe o caminho do meio. Formula as quatro nobres verdades: o sofrimento, a sua origem na avidez, a sua cessação e o nobre caminho óctuplo que a ela conduz.

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Seguindo os argumentos

Dois extremos: A entrega ao prazer sensorial e a entrega à autotortura são ambas declaradas ignóbeis e sem proveito; o caminho do meio conduz à calma, ao discernimento e ao despertar. Quatro tarefas: Cada verdade comporta uma tarefa: o sofrimento deve ser plenamente compreendido, a avidez abandonada, a cessação realizada e o caminho cultivado. Caminho óctuplo: Visão, intenção, fala, ação, modo de vida, esforço, atenção plena e concentração corretos formam um único treino em ética, meditação e compreensão.

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Continuando a leitura

Leia o discurso devagar com um glossário de dukkha, taṇhā e nibbāna e compare depois as suas três voltas e doze aspetos de discernimento com o discurso sobre o não-eu que a tradição situa imediatamente a seguir. Conservado no Saṃyutta Nikāya e no Vinaya monástico, com paralelos noutras escolas antigas, o discurso só chegou à forma escrita séculos depois dos acontecimentos que narra. A sua cena final, em que Koṇḍañña obtém o olho do Dhamma, pertence à memória que a comunidade guarda dos seus próprios começos.

Uma ideia para guardar.

Cada verdade pede a sua própria prática: o sofrimento compreende-se, a avidez abandona-se, a cessação realiza-se e o caminho cultiva-se.

A tua vez de pensar.

  1. Porque é que o discurso rejeita dois extremos antes de nomear qualquer verdade?
  2. Qual é a diferença entre compreender o sofrimento e abandonar a avidez?
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