Virginia WoolfModernismo literário · ensaio feministaGUIA DE LEITURA · Para começar · 9 min

Dinheiro, um quarto e liberdade

Acompanhe como Um Quarto Só para Si transforma o rendimento, a privacidade e a educação em condições da criação literária.

Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.

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Situando o texto

Woolf falou em Newnham e Girton, os colégios femininos de Cambridge, em outubro de 1928, e a Hogarth Press publicou o texto revisto em 1929. A sua forma irónica e digressiva faz parte do argumento; a crítica examinou também os seus pressupostos de classe e de raça. Desenvolvido a partir de duas conferências sobre as mulheres e a ficção, o ensaio defende que uma mulher precisa de dinheiro e de um quarto só seu para escrever ficção. Através de uma narradora inventada, de uma visita a um Oxbridge imaginário e de um dia no British Museum, Woolf mostra como a riqueza, a educação e a lei moldaram a história literária.

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Seguindo os argumentos

Dinheiro e privacidade: Um rendimento de quinhentas libras por ano e um quarto com fechadura representam a independência, o tempo livre e a segurança que a escrita exige. Uma tradição perdida: A experiência mental da irmã de Shakespeare explica por que razão mulheres talentosas deixaram tão poucas obras: faltavam-lhes escola, liberdade de movimento e proteção. A mente andrógina: Tomando uma expressão de Coleridge, Woolf sugere que as maiores mentes escrevem sem ressentimento contra o outro sexo nem deferência para com ele.

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Continuando a leitura

Leia os primeiros capítulos sobre Oxbridge e o British Museum e depois a passagem sobre a irmã de Shakespeare, notando onde a ironia da narradora se transforma num argumento sobre as instituições. Woolf falou em Newnham e Girton, os colégios femininos de Cambridge, em outubro de 1928, e a Hogarth Press publicou o texto revisto em 1929. A sua forma irónica e digressiva faz parte do argumento; a crítica examinou também os seus pressupostos de classe e de raça.

Uma ideia para guardar.

O talento precisa de tempo, dinheiro, privacidade e uma tradição; onde faltam, a história literária enche-se de silêncios.

A tua vez de pensar.

  1. Que condições materiais considera a narradora necessárias para escrever, e porquê?
  2. O que explica a história de Judith Shakespeare que uma lista de escritoras famosas não consegue explicar?
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