Virginia WoolfModernismo literário · ensaio feministaGUIA DE LEITURA · Aprofundar · 11 min

À margem, contra a guerra

Examine como Três Guinéus liga a exclusão das mulheres da educação e das profissões ao militarismo e ao fascismo.

Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.

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Situando o texto

Publicado pela Hogarth Press em junho de 1938, durante a Guerra Civil de Espanha, incluía fotografias de homens em trajes oficiais e longas notas documentais. Alguns contemporâneos, entre os quais Q. D. Leavis, atacaram-no como a visão de uma classe resguardada e privilegiada; leitores posteriores trataram-no como um grande ensaio pacifista e feminista. Escrito como uma longa resposta a um advogado que pergunta como se pode evitar a guerra, o livro pondera três pedidos de dinheiro, cada um atendido com um guinéu e as suas condições. Woolf liga a exclusão das mulheres das universidades, das profissões e da propriedade aos hábitos de competição, cerimónia e posse que vê por detrás do militarismo e do fascismo.

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Seguindo os argumentos

Filhas de homens cultos: Woolf nomeia uma classe de mulheres afastadas da educação e das profissões que o dinheiro da família comprava para os filhos, através daquilo a que chama o Fundo para a Educação de Arthur. Tirania em casa e lá fora: O livro defende que o ditador lá fora e o patriarca em casa exprimem formas aparentadas de dominação, de modo que resistir ao fascismo também começa na vida privada. A recusa das outsiders: Em vez de se juntar ao cortejo dos homens das profissões, Woolf propõe uma Sociedade das Outsiders unida pela pobreza, pela castidade intelectual, pela irrisão e pela liberdade face a lealdades irreais.

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Continuando a leitura

Siga as três cartas e as condições associadas a cada guinéu, e leia depois várias notas finais, onde Woolf reúne provas tiradas de biografias, jornais e relatórios oficiais. Publicado pela Hogarth Press em junho de 1938, durante a Guerra Civil de Espanha, incluía fotografias de homens em trajes oficiais e longas notas documentais. Alguns contemporâneos, entre os quais Q. D. Leavis, atacaram-no como a visão de uma classe resguardada e privilegiada; leitores posteriores trataram-no como um grande ensaio pacifista e feminista.

Uma ideia para guardar.

Para Woolf, impedir a guerra significa também mudar quem é educado, quem ganha a vida e que lealdades são honradas.

A tua vez de pensar.

  1. Porque é que Woolf associa condições a cada guinéu em vez de simplesmente dar o dinheiro?
  2. Como liga o livro a autoridade na vida privada à ditadura na vida pública?
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