Essência, existência e o Necessário
Siga a forma como o Livro da Cura separa o que uma coisa é da sua existência e sobe dos seres possíveis até um único Existente necessário.
Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.
Situando o texto
Iniciada em Hamadã a pedido dos seus discípulos e concluída em Ispaão por volta de 1027, a obra terá sido escrita em parte sem qualquer livro à mão. No século XII, os seus livros sobre a alma e sobre a metafísica foram traduzidos para latim em Toledo, onde transformaram duradouramente a filosofia escolástica. A maior suma filosófica de Avicena reelabora todo o currículo aristotélico em quatro partes: a lógica, da Isagoge de Porfírio à Poética; a filosofia natural, incluindo o influente livro Sobre a Alma; as ciências matemáticas; e uma metafísica que estuda o ente enquanto ente e culmina no Existente necessário, na profecia e na ordem política.
Seguindo os argumentos
Essência e existência: A metafísica distingue o que uma coisa é do facto de existir; nenhum ser causado tem a existência a partir apenas da sua essência. Existente necessário: Tudo o que é possível em si mesmo precisa de uma causa, pelo que toda a cadeia dos seres possíveis depende de um ser necessário por si, uno e simples. O homem voador: O livro Sobre a Alma imagina um homem criado de uma só vez no ar, sem qualquer sensação do seu corpo, que ainda assim afirmaria a sua própria existência; a alma conhece-se, portanto, independentemente do corpo.
Continuando a leitura
Comece pelo primeiro tratado da Metafísica, sobre o objeto da filosofia primeira e as noções primeiras de existente, coisa e necessário, e leia depois o capítulo inicial de Sobre a Alma para o homem voador. Iniciada em Hamadã a pedido dos seus discípulos e concluída em Ispaão por volta de 1027, a obra terá sido escrita em parte sem qualquer livro à mão. No século XII, os seus livros sobre a alma e sobre a metafísica foram traduzidos para latim em Toledo, onde transformaram duradouramente a filosofia escolástica.
Para Avicena, tudo o que não é o Existente necessário deve a sua existência a outro, mesmo num mundo sem começo.
A tua vez de pensar.
- Porque é que, para Avicena, a existência não decorre daquilo que uma coisa é?
- Como pode o argumento dos seres possíveis valer mesmo que o mundo não tenha um primeiro instante?
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