Gottfried Wilhelm LeibnizObra

Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano

Seguindo livro a livro o Ensaio sobre o Entendimento Humano de John Locke, este diálogo opõe Filaleto, porta-voz de Locke, a Teófilo, porta-voz de Leibniz. Defende as ideias e os princípios inatos como disposições do espírito, sustenta que temos inúmeras perceções demasiado ténues para serem notadas e retoma as análises de Locke sobre a identidade, a linguagem, a liberdade e o conhecimento.

01 / Contexto e transmissão

Compreender o texto

Leibniz escreveu a obra em francês entre cerca de 1703 e 1705, servindo-se da tradução francesa do Ensaio de Locke feita por Pierre Coste. Quando Locke morreu em 1704, decidiu não publicar uma réplica a quem já não podia responder, e o manuscrito ficou inédito até que Rudolf Erich Raspe o incluiu na sua edição de 1765 das obras filosóficas de Leibniz.

02 / Pontos principais

Pontos principais

  1. 01

    O mármore com veios

    O espírito não é uma tábua rasa, mas assemelha-se a um bloco de mármore cujos veios já desenham a figura que o escultor fará surgir.

  2. 02

    Pequenas perceções

    Só ouvimos o bramido do mar porque percebemos, sem os notar, os ruídos de cada uma das inúmeras ondas que o compõem.

  3. 03

    Exceto o próprio intelecto

    À máxima segundo a qual nada está no intelecto que não tenha estado primeiro nos sentidos, Leibniz acrescenta: exceto o próprio intelecto.

03 / Explorar as ideias em profundidade

Explorar as ideias em profundidade

Ideias inatas e pequenas perceções

Leia os Novos Ensaios como um debate sobre a origem do conhecimento, comparando cada tese de Teófilo com a passagem de Locke a que responde.

Situando o texto

Leibniz escreveu a obra em francês entre cerca de 1703 e 1705, servindo-se da tradução francesa do Ensaio de Locke feita por Pierre Coste. Quando Locke morreu em 1704, decidiu não publicar uma réplica a quem já não podia responder, e o manuscrito ficou inédito até que Rudolf Erich Raspe o incluiu na sua edição de 1765 das obras filosóficas de Leibniz. Seguindo livro a livro o Ensaio sobre o Entendimento Humano de John Locke, este diálogo opõe Filaleto, porta-voz de Locke, a Teófilo, porta-voz de Leibniz. Defende as ideias e os princípios inatos como disposições do espírito, sustenta que temos inúmeras perceções demasiado ténues para serem notadas e retoma as análises de Locke sobre a identidade, a linguagem, a liberdade e o conhecimento.

Seguindo os argumentos

O mármore com veios: O espírito não é uma tábua rasa, mas assemelha-se a um bloco de mármore cujos veios já desenham a figura que o escultor fará surgir. Pequenas perceções: Só ouvimos o bramido do mar porque percebemos, sem os notar, os ruídos de cada uma das inúmeras ondas que o compõem. Exceto o próprio intelecto: À máxima segundo a qual nada está no intelecto que não tenha estado primeiro nos sentidos, Leibniz acrescenta: exceto o próprio intelecto.

Continuando a leitura

Leia primeiro o prefácio, depois o primeiro livro sobre as noções inatas e os capítulos do segundo livro sobre a liberdade e a identidade pessoal, com o Ensaio de Locke aberto no capítulo correspondente. Leibniz escreveu a obra em francês entre cerca de 1703 e 1705, servindo-se da tradução francesa do Ensaio de Locke feita por Pierre Coste. Quando Locke morreu em 1704, decidiu não publicar uma réplica a quem já não podia responder, e o manuscrito ficou inédito até que Rudolf Erich Raspe o incluiu na sua edição de 1765 das obras filosóficas de Leibniz.

Perguntas para acompanhar a leitura

  • O que ganha Leibniz ao tratar as ideias inatas como disposições e não como pensamentos de que já estaríamos conscientes?
  • Como altera a doutrina das pequenas perceções a imagem de um espírito que conhece os seus próprios conteúdos?

Contra a tábua rasa, os Novos Ensaios descrevem um espírito ativo desde o início e cheio de perceções que não nota.

Ler com um guia
04 / Como ler

Como ler

Leia primeiro o prefácio, depois o primeiro livro sobre as noções inatas e os capítulos do segundo livro sobre a liberdade e a identidade pessoal, com o Ensaio de Locke aberto no capítulo correspondente.

05 / Edições e fontes

Edições e fontes

Os resumos e pontos principais são interpretações editoriais originais. Acompanham a leitura da obra e não substituem uma edição do texto. Método editorial →

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1710

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