Agostinho de HiponaPatrística latina · platonismo cristãoGUIA DE LEITURA · Aprofundar · 13 min

Liberdade, mal e vontade

Examine como Sobre o Livre-Arbítrio liga a origem do mal à vontade e defende a liberdade contra a necessidade.

Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.

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Situando o texto

Iniciado em Roma por volta de 388 e concluído em África por volta de 395, o diálogo pertence aos seus primeiros escritos contra os maniqueus. Mais tarde, os pelagianos citaram-no a seu favor; nas Retratações, Agostinho respondeu que a obra não tratava da graça porque essa não era a sua questão. Neste diálogo com o seu amigo Evódio, Agostinho pergunta de onde vem o mal, se Deus é bom. Situa o mal moral no livre afastamento da vontade, que troca os bens imutáveis pelos mutáveis, argumenta a favor da existência de Deus a partir da apreensão da verdade pela mente e defende a compatibilidade entre a presciência divina e a liberdade humana.

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Seguindo os argumentos

Origem do mal: As más ações nascem de um desejo desordenado, quando a vontade se prende a bens temporais, que pode perder contra a sua vontade, como se fossem o bem supremo. Ascensão à verdade: O livro 2 eleva-se dos sentidos corporais a um sentido interior e à razão, e depois a verdades imutáveis do número e da sabedoria que estão acima da mente. Presciência: O livro 3 defende que o conhecimento antecipado de uma escolha por Deus não a força, tal como recordar um ato passado não causou esse ato.

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Continuando a leitura

Leia o livro 1 para o problema do mal e o livro 2 para o argumento a partir da verdade, e compare depois o livro 3 com o que as Retratações dizem mais tarde sobre a graça. Iniciado em Roma por volta de 388 e concluído em África por volta de 395, o diálogo pertence aos seus primeiros escritos contra os maniqueus. Mais tarde, os pelagianos citaram-no a seu favor; nas Retratações, Agostinho respondeu que a obra não tratava da graça porque essa não era a sua questão.

Uma ideia para guardar.

Agostinho situa o mal numa vontade mal orientada e defende que a presciência não elimina a responsabilidade.

A tua vez de pensar.

  1. Se Deus é bom e tudo sabe, quem é responsável por uma escolha má?
  2. Saber antecipadamente que algo vai acontecer torna-o necessário?
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