Construir a cidade
Acompanhe como a Razão, a Retidão e a Justiça transformam exemplos de mulheres num argumento contra a misoginia erudita.
Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.
Situando o texto
Escrito em 1404 e 1405, o livro reelabora materiais das Mulheres Ilustres de Boccaccio e responde a autores misóginos como Mateolo. O título ecoa A Cidade de Deus de Agostinho; as suas três partes acompanham a construção dos alicerces, das casas e das torres. Num diálogo alegórico, a Razão, a Retidão e a Justiça ajudam Christine a construir uma cidade fortificada para mulheres ilustres. Cada pedra é um exemplo de governantes, guerreiras, inventoras, eruditas, profetisas, esposas fiéis e santas, reunido para refutar a tese de que as mulheres são inferiores por natureza.
Seguindo os argumentos
Fundamentos: A Razão limpa o terreno das falsas opiniões e mostra que houve mulheres que governaram, combateram e inventaram artes e letras. Testemunho: A Retidão reúne profetisas, filhas dedicadas e esposas fiéis para refutar as acusações de inconstância e engano. Rainha: A Justiça cobre as torres com santas e mártires e instala a Virgem Maria como rainha da cidade.
Continuando a leitura
Comece pela cena de abertura e pelos primeiros capítulos da Razão; depois siga um exemplo até à sua fonte em Boccaccio para ver como Christine o transforma. Escrito em 1404 e 1405, o livro reelabora materiais das Mulheres Ilustres de Boccaccio e responde a autores misóginos como Mateolo. O título ecoa A Cidade de Deus de Agostinho; as suas três partes acompanham a construção dos alicerces, das casas e das torres.
Um catálogo de mulheres torna-se argumento quando cada exemplo põe à prova uma tese geral sobre a natureza feminina.
A tua vez de pensar.
- Porque precisa Christine de autoridades personificadas para responder à autoridade dos livros?
- O que prova um exemplo, e o que não pode provar um contraexemplo?
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