A Desobediência Civil
Thoreau defende que o indivíduo não deve entregar a sua consciência à regra da maioria nem ao Estado. Quando um governo mantém a escravatura e trava uma guerra injusta, uma pessoa justa deve retirar-lhe o apoio, recusar os impostos que alimentam a injustiça e aceitar abertamente as consequências.
Compreender o texto
Proferido primeiro como conferência no Liceu de Concord em 1848 e impresso em 1849 como Resistance to Civil Government, o ensaio recebeu o título Civil Disobedience numa coletânea póstuma de 1866. Nasceu da noite que o autor passou na prisão em julho de 1846, durante a guerra contra o México.
Pontos principais
- 01
Primeiro a consciência
Devemos ser primeiro seres humanos e só depois súbditos; a lei só merece respeito na medida em que é justa.
- 02
Cumplicidade
Pagar impostos ou servir o Estado pode fazer de cidadãos comuns agentes da injustiça que condenam por palavras.
- 03
Ação da minoria
Uma minoria que retira todo o seu peso pode emperrar a máquina do governo mais do que votos ou petições.
Explorar as ideias em profundidade
A consciência perante a lei
Examine como o ensaio passa de uma noite na prisão a uma argumentação sobre a cumplicidade, a regra da maioria e os deveres dos cidadãos perante um Estado injusto.
Situando o texto
Proferido primeiro como conferência no Liceu de Concord em 1848 e impresso em 1849 como Resistance to Civil Government, o ensaio recebeu o título Civil Disobedience numa coletânea póstuma de 1866. Nasceu da noite que o autor passou na prisão em julho de 1846, durante a guerra contra o México. Thoreau defende que o indivíduo não deve entregar a sua consciência à regra da maioria nem ao Estado. Quando um governo mantém a escravatura e trava uma guerra injusta, uma pessoa justa deve retirar-lhe o apoio, recusar os impostos que alimentam a injustiça e aceitar abertamente as consequências.
Seguindo os argumentos
Primeiro a consciência: Devemos ser primeiro seres humanos e só depois súbditos; a lei só merece respeito na medida em que é justa. Cumplicidade: Pagar impostos ou servir o Estado pode fazer de cidadãos comuns agentes da injustiça que condenam por palavras. Ação da minoria: Uma minoria que retira todo o seu peso pode emperrar a máquina do governo mais do que votos ou petições.
Continuando a leitura
Leia o ensaio a par do discurso de 1854 Slavery in Massachusetts e da defesa de John Brown de 1859, para não reduzir Thoreau a uma doutrina da não-violência. Proferido primeiro como conferência no Liceu de Concord em 1848 e impresso em 1849 como Resistance to Civil Government, o ensaio recebeu o título Civil Disobedience numa coletânea póstuma de 1866. Nasceu da noite que o autor passou na prisão em julho de 1846, durante a guerra contra o México.
Perguntas para acompanhar a leitura
- Quando é que obedecer a uma lei torna uma pessoa cúmplice de uma injustiça?
- Porque insiste Thoreau em aceitar abertamente a pena em vez de se furtar a ela?
A recusa torna-se política quando é pública, assente em princípios e assumida pessoalmente por quem recusa.
Como ler
Leia o ensaio a par do discurso de 1854 Slavery in Massachusetts e da defesa de John Brown de 1859, para não reduzir Thoreau a uma doutrina da não-violência.
Edições e fontes
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Os resumos e pontos principais são interpretações editoriais originais. Acompanham a leitura da obra e não substituem uma edição do texto. Método editorial ↗