O mal, a liberdade e o melhor mundo
Examine como a Teodiceia responde às objeções de Bayle, desde as três espécies de mal até à fábula do palácio dos destinos.
Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.
Situando o texto
Publicados sem o nome do autor em Amesterdão em 1710, os Ensaios são o único livro filosófico que Leibniz deu à estampa em vida. A obra nasceu de conversas com a rainha Sofia Carlota da Prússia, falecida em 1705, sobre as objeções do Dicionário Histórico e Crítico de Bayle, e abre com um Discurso Preliminar sobre a conformidade da fé com a razão, seguido de três partes. Os Ensaios de Teodiceia sobre a Bondade de Deus, a Liberdade do Homem e a Origem do Mal sustentam que a fé e a razão concordam e que o mal do mundo não refuta um Deus bom e sábio. Em resposta a Pierre Bayle, Leibniz distingue o mal metafísico, o físico e o moral, explica como Deus permite o pecado sem o querer, defende uma liberdade que as razões inclinam sem necessitar e termina com uma fábula dos mundos possíveis.
Seguindo os argumentos
Três espécies de mal: O mal metafísico é a limitação de toda a criatura, o mal físico é o sofrimento e o mal moral é o pecado, que Deus só permite por estar ligado ao melhor. Razão preguiçosa: O fatalista que se recusa a agir porque o futuro está fixado esquece que os resultados são decididos juntamente com as suas causas, entre as quais os nossos próprios esforços. O palácio dos destinos: Na fábula final, Palas mostra a Teodoro aposentos de mundos possíveis, cada um com outro Sexto, que se elevam como uma pirâmide até ao melhor mundo, no cimo.
Continuando a leitura
Comece pelo prefácio e pelo Discurso Preliminar, leia a primeira parte sobre o mal e a liberdade e passe depois à fábula final de Sexto Tarquínio antes de voltar às respostas pormenorizadas a Bayle. Publicados sem o nome do autor em Amesterdão em 1710, os Ensaios são o único livro filosófico que Leibniz deu à estampa em vida. A obra nasceu de conversas com a rainha Sofia Carlota da Prússia, falecida em 1705, sobre as objeções do Dicionário Histórico e Crítico de Bayle, e abre com um Discurso Preliminar sobre a conformidade da fé com a razão, seguido de três partes.
O otimismo de Leibniz não afirma que tudo está bem, mas que nenhum conjunto melhor era possível, tese que o Cândido de Voltaire caricaturou.
A tua vez de pensar.
- A distinção entre o que Deus quer e o que apenas permite responde à acusação de que Ele é o autor do pecado?
- Se as razões inclinam sem necessitar, em que sentido poderia Sexto ter agido de outro modo?
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