BudaBudismo antigo · o caminho do meioGUIA DE LEITURA · Para começar · 9 min

Versos sobre a mente

Siga os pares de versos do Dhammapada sobre a mente, o ódio e a vigilância, distinguindo cada verso da história que o comentário posterior lhe acrescenta.

Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.

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Situando o texto

O texto pertence ao Khuddaka Nikāya do cânone páli, passado a escrito no Sri Lanka no século I a.C.; conservam-se coleções paralelas em gandhari, sânscrito e chinês. A atribuição ao Buda é tradicional: comunidades compilaram e transmitiram os versos, e um comentário posterior associou uma história a cada um. Antologia de 423 versos em 26 capítulos, o Dhammapada condensa o ensinamento budista antigo sobre a mente, a conduta, a vigilância e a libertação em pares de versos e imagens fáceis de memorizar. Os versos iniciais fazem da qualidade da mente o fator decisivo daquilo que decorre da palavra e da ação.

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Seguindo os argumentos

A mente vem primeiro: Falar ou agir com a mente corrompida traz sofrimento, como a roda segue o boi; agir com a mente clara traz felicidade, como uma sombra que nunca se afasta. Pôr fim ao ódio: O ódio nunca se aplaca com ódio, mas apenas com o não-ódio, princípio a que o verso chama lei antiga e duradoura. Vigilância: A atenção vigilante é chamada caminho para o imortal, enquanto a negligência é comparada à morte; os sábios guardam a vigilância como o seu tesouro mais precioso.

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Continuando a leitura

Leia os dois primeiros capítulos em duas traduções diferentes e compare depois um verso com um paralelo gandhari ou sânscrito e com a história que o comentário lhe associa. O texto pertence ao Khuddaka Nikāya do cânone páli, passado a escrito no Sri Lanka no século I a.C.; conservam-se coleções paralelas em gandhari, sânscrito e chinês. A atribuição ao Buda é tradicional: comunidades compilaram e transmitiram os versos, e um comentário posterior associou uma história a cada um.

Uma ideia para guardar.

Uma antologia de versos ensina pelo contraste e pela repetição; as suas sentenças ganham precisão quando lidas ao lado dos paralelos e do comentário.

A tua vez de pensar.

  1. Que verso liga o estado da mente às consequências da palavra e da ação?
  2. De que modo uma história do comentário altera a leitura do verso que explica?
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