Franz KafkaModernismo literário · literatura de língua alemã de PragaGUIA DE LEITURA · Aprofundar · 11 min

Ler o tribunal e a sua parábola

Examine a detenção, os intermediários e a parábola do porteiro em O Processo, sem perder de vista o seu estado inacabado.

Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.

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Situando o texto

Kafka escreveu-o em 1914 e 1915 e deixou-o inacabado; Max Brod publicou-o em 1925 depois de decidir a ordem dos capítulos. A edição crítica de 1990 segue o manuscrito, restitui a grafia de Kafka Der Proceß e separa os capítulos inacabados. Na manhã do seu trigésimo aniversário, Josef K., procurador de um banco, é detido sem que lhe digam de que é acusado, mas continua livre para trabalhar. Recorre a advogados, intermediários e mulheres ligadas a um tribunal esquivo que funciona em sótãos de prédios de habitação, até que, um ano depois, dois homens o levam para fora da cidade e o matam.

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Seguindo os argumentos

Detenção: A primeira frase oculta a causa: alguém deve ter caluniado Josef K., pois sem ter feito mal algum é detido certa manhã. Intermediários: O advogado Huld e o pintor do tribunal Titorelli descrevem um procedimento em que a absolvição real só existe nas lendas, restando a absolvição aparente ou o adiamento sem fim. Parábola: Na catedral, um capelão prisional conta a história do porteiro diante da Lei e depois discute com K. as suas interpretações contraditórias.

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Continuando a leitura

Comece pela detenção e pelo capítulo da catedral e verifique depois que capítulos a sua edição assinala como inacabados antes de tirar conclusões sobre o conjunto. Kafka escreveu-o em 1914 e 1915 e deixou-o inacabado; Max Brod publicou-o em 1925 depois de decidir a ordem dos capítulos. A edição crítica de 1990 segue o manuscrito, restitui a grafia de Kafka Der Proceß e separa os capítulos inacabados.

Uma ideia para guardar.

Em O Processo, a lei aparece menos como um código do que como uma relação de espera, interpretação e autoacusação.

A tua vez de pensar.

  1. O que deixa a primeira frase por explicar, e a quem parece beneficiar esse silêncio?
  2. O comentário do capelão esclarece a parábola ou mostra por que razão ela não pode ser encerrada?
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