Confissão
Tolstói narra a perda da fé de infância, a busca da fama e da felicidade familiar, e a crise em que a perspetiva da morte fez toda a atividade parecer inútil. Nem a ciência experimental nem a filosofia, de Salomão a Schopenhauer, respondem à sua pergunta; encontra uma resposta na fé de que vivem as pessoas simples que trabalham.
Compreender o texto
Escrita entre 1879 e 1882 como abertura de um conjunto mais vasto de escritos religiosos, foi proibida pela censura eclesiástica e impressa pela primeira vez em Genebra em 1884. A narrativa reconstrói a crise retrospetivamente e não deve ser lida como um diário.
Pontos principais
- 01
A vida suspensa
Perguntas tão simples como «Porquê?» e «E depois?» paralisam uma vida bem-sucedida, porque nenhuma conquista sobrevive à morte que o espera.
- 02
Quatro saídas
Observa que as pessoas do seu meio fogem pela ignorância, pela distração epicurista, pelo suicídio ou por uma continuação resignada da vida, e rejeita cada uma dessas vias.
- 03
A fé como força de vida
O conhecimento racional só conduz à negação; a fé é o conhecimento do sentido da vida que permite viver, embora mais tarde ele a separe da doutrina da Igreja.
Explorar as ideias em profundidade
O sentido perante a morte
Acompanhe a crise de Confissão, desde as perguntas que detêm uma vida bem-sucedida até à fé de que vivem os trabalhadores.
Situando o texto
Escrita entre 1879 e 1882 como abertura de um conjunto mais vasto de escritos religiosos, foi proibida pela censura eclesiástica e impressa pela primeira vez em Genebra em 1884. A narrativa reconstrói a crise retrospetivamente e não deve ser lida como um diário. Tolstói narra a perda da fé de infância, a busca da fama e da felicidade familiar, e a crise em que a perspetiva da morte fez toda a atividade parecer inútil. Nem a ciência experimental nem a filosofia, de Salomão a Schopenhauer, respondem à sua pergunta; encontra uma resposta na fé de que vivem as pessoas simples que trabalham.
Seguindo os argumentos
A vida suspensa: Perguntas tão simples como «Porquê?» e «E depois?» paralisam uma vida bem-sucedida, porque nenhuma conquista sobrevive à morte que o espera. Quatro saídas: Observa que as pessoas do seu meio fogem pela ignorância, pela distração epicurista, pelo suicídio ou por uma continuação resignada da vida, e rejeita cada uma dessas vias. A fé como força de vida: O conhecimento racional só conduz à negação; a fé é o conhecimento do sentido da vida que permite viver, embora mais tarde ele a separe da doutrina da Igreja.
Continuando a leitura
Leia a fábula do viajante suspenso no poço e acompanhe depois como os últimos capítulos distinguem a fé do povo do ensinamento da Igreja. Escrita entre 1879 e 1882 como abertura de um conjunto mais vasto de escritos religiosos, foi proibida pela censura eclesiástica e impressa pela primeira vez em Genebra em 1884. A narrativa reconstrói a crise retrospetivamente e não deve ser lida como um diário.
Perguntas para acompanhar a leitura
- Porque é que nenhum êxito mundano pode responder à pergunta «E depois?»?
- O que retira Tolstói da fé dos camponeses, e o que rejeita no ensinamento da Igreja?
Para Tolstói, um sentido pelo qual valha a pena viver tem de resistir à certeza da própria morte.
Como ler
Leia a fábula do viajante suspenso no poço e acompanhe depois como os últimos capítulos distinguem a fé do povo do ensinamento da Igreja.
Edições e fontes
- Consultar a referência 1en.wikisource.orgnovo separador
- Consultar a referência 2tolstoy.runovo separador
Os resumos e pontos principais são interpretações editoriais originais. Acompanham a leitura da obra e não substituem uma edição do texto. Método editorial ↗