Cândido ou o Otimismo
Expulso de um castelo da Vestefália, Cândido atravessa a guerra, um naufrágio, o terramoto de Lisboa, a Inquisição, as Américas e o Eldorado. Cada catástrofe põe à prova a doutrina do seu preceptor Pangloss segundo a qual tudo está pelo melhor, até que o conselho final de cultivar o próprio jardim substitui o sistema por um trabalho modesto e partilhado.
Compreender o texto
Publicado anonimamente em 1759 como tradução do alemão do «doutor Ralph», o conto responde ao terramoto de Lisboa de 1755 e aos debates sobre a providência que este reavivou. Visa menos a metafísica do próprio Leibniz do que um otimismo divulgado na linha de Pope e Wolff; Voltaire negou durante muito tempo ser o autor do livro.
Pontos principais
- 01
Otimismo
A fórmula de Pangloss transforma cada infortúnio numa parte necessária da melhor ordem possível, e a narrativa confronta-a com sofrimentos que ela não consegue consolar.
- 02
Sátira
A guerra, a Inquisição, a cobiça colonial e a escravatura surgem através de um olhar ingénuo que expõe a violência de instituições respeitáveis.
- 03
Jardim
O final «é preciso cultivar o nosso jardim» propõe um trabalho limitado, prático e partilhado em vez de uma teoria completa do mal.
Explorar as ideias em profundidade
O jardim contra o sistema
Acompanhe a viagem de Cândido para ver como um conto filosófico põe o otimismo à prova da guerra, das catástrofes e da injustiça.
Situando o texto
Publicado anonimamente em 1759 como tradução do alemão do «doutor Ralph», o conto responde ao terramoto de Lisboa de 1755 e aos debates sobre a providência que este reavivou. Visa menos a metafísica do próprio Leibniz do que um otimismo divulgado na linha de Pope e Wolff; Voltaire negou durante muito tempo ser o autor do livro. Expulso de um castelo da Vestefália, Cândido atravessa a guerra, um naufrágio, o terramoto de Lisboa, a Inquisição, as Américas e o Eldorado. Cada catástrofe põe à prova a doutrina do seu preceptor Pangloss segundo a qual tudo está pelo melhor, até que o conselho final de cultivar o próprio jardim substitui o sistema por um trabalho modesto e partilhado.
Seguindo os argumentos
Otimismo: A fórmula de Pangloss transforma cada infortúnio numa parte necessária da melhor ordem possível, e a narrativa confronta-a com sofrimentos que ela não consegue consolar. Sátira: A guerra, a Inquisição, a cobiça colonial e a escravatura surgem através de um olhar ingénuo que expõe a violência de instituições respeitáveis. Jardim: O final «é preciso cultivar o nosso jardim» propõe um trabalho limitado, prático e partilhado em vez de uma teoria completa do mal.
Continuando a leitura
Leia primeiro o capítulo inicial, os capítulos de Lisboa e a conclusão, e depois o episódio do homem escravizado do Suriname; repare como o tom neutro do narrador agudiza o horror em vez de o atenuar. Publicado anonimamente em 1759 como tradução do alemão do «doutor Ralph», o conto responde ao terramoto de Lisboa de 1755 e aos debates sobre a providência que este reavivou. Visa menos a metafísica do próprio Leibniz do que um otimismo divulgado na linha de Pope e Wolff; Voltaire negou durante muito tempo ser o autor do livro.
Perguntas para acompanhar a leitura
- Que catástrofe revela melhor a distância entre a fórmula de Pangloss e aquilo que as personagens sofrem?
- O que exige às personagens cultivar o jardim, e o que deixa por resolver?
Um sistema que explica todos os males pode impedir-nos de os ver; um trabalho modesto e partilhado começa onde a teoria falha.
Como ler
Leia primeiro o capítulo inicial, os capítulos de Lisboa e a conclusão, e depois o episódio do homem escravizado do Suriname; repare como o tom neutro do narrador agudiza o horror em vez de o atenuar.
Edições e fontes
- Consultar a referência 1gutenberg.orgnovo separador
- Consultar a referência 2plato.stanford.edunovo separador
Os resumos e pontos principais são interpretações editoriais originais. Acompanham a leitura da obra e não substituem uma edição do texto. Método editorial ↗