Razão e revelação
Acompanhe como o Guia lê a linguagem bíblica, fala de Deus por negação e pondera a criação face à eternidade.
Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.
Situando o texto
Composta em judeo-árabe por volta de 1190 e dedicada a José ben Judá, a obra foi traduzida para hebraico por Samuel ibn Tibbon e pouco depois para latim. A sua introdução anuncia contradições deliberadas, pelo que continua em debate quanto esconde. Escrito para um discípulo dividido entre o sentido literal das Escrituras e o saber filosófico, o Guia interpreta termos bíblicos, defende um conhecimento estritamente negativo de Deus, pondera a criação face à eternidade do mundo e explica a profecia, a providência e os fins dos preceitos.
Seguindo os argumentos
Atributos divinos: Predicados positivos introduziriam multiplicidade em Deus; só são admissíveis as negações e os atributos de ação. Criação: Nem a eternidade do mundo nem a sua criação podem ser demonstradas, mas a criação é a tese mais defensável e mantém a Lei inteligível. Providência: A providência individual acompanha o grau de perfeição intelectual de cada pessoa, tese posta à prova através do Livro de Job.
Continuando a leitura
Comece pelas observações da introdução sobre parábolas e contradições e siga depois um tema, como os atributos divinos, ao longo de vários capítulos antes de julgar a sua posição. Composta em judeo-árabe por volta de 1190 e dedicada a José ben Judá, a obra foi traduzida para hebraico por Samuel ibn Tibbon e pouco depois para latim. A sua introdução anuncia contradições deliberadas, pelo que continua em debate quanto esconde.
Para Maimónides, interpretar bem as Escrituras e raciocinar com rigor pertencem a uma só e mesma disciplina intelectual.
A tua vez de pensar.
- Que termo bíblico reinterpreta Maimónides, e o que muda a nova leitura?
- Porque defende ele que nem a criação nem a eternidade do mundo podem ser demonstradas?
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