VoltaireIluminismo · deísmo · filosofia da tolerânciaGUIA DE LEITURA · Aprofundar · 11 min

A Inglaterra como espelho

Leia as Cartas Filosóficas como uma crítica indireta da França através da religião, do comércio e da ciência.

Uma introdução original. Este guia acompanha a obra; não é o texto integral nem uma tradução.

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Situando o texto

Nascidas da sua estada em Inglaterra de 1726 a 1728, as cartas foram publicadas primeiro em inglês, em 1733, e depois em francês, em 1734. O Parlamento de Paris mandou queimar o livro e Voltaire retirou-se para Cirey; o retrato da Inglaterra é deliberadamente idealizado ao serviço de um argumento francês. Em cartas sobre os quakers e as numerosas seitas inglesas, sobre o Parlamento, o comércio, a inoculação da varíola, Bacon, Locke, Newton e a literatura inglesa, Voltaire faz de um retrato da Inglaterra uma crítica indireta da França. Uma última carta contesta o quadro pascaliano da miséria humana e defende a vida comum.

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Seguindo os argumentos

Pluralidade religiosa: A coexistência de muitas seitas, sustentada pelo comércio, sugere que a diversidade de crenças pode pacificar uma sociedade em vez de a dilacerar. Experiência: A carta sobre Locke elogia uma filosofia modesta que estuda a alma pela experiência em vez de pretender conhecer a sua essência. Atração: Contraposta aos turbilhões de Descartes, a atração newtoniana torna-se o modelo de uma ciência que mede os fenómenos sem inventar causas ocultas.

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Continuando a leitura

Comece pelas cartas sobre os quakers e sobre Locke e leia depois a dedicada aos Pensamentos de Pascal; pergunte-se o que cada cena inglesa idealizada pretende fazer o leitor francês ver no seu próprio país. Nascidas da sua estada em Inglaterra de 1726 a 1728, as cartas foram publicadas primeiro em inglês, em 1733, e depois em francês, em 1734. O Parlamento de Paris mandou queimar o livro e Voltaire retirou-se para Cirey; o retrato da Inglaterra é deliberadamente idealizado ao serviço de um argumento francês.

Uma ideia para guardar.

Elogiar outro país pode ser uma forma de criticar o próprio; a idealização deve ser lida como uma estratégia.

A tua vez de pensar.

  1. O que sugere a coexistência de seitas nas cartas sobre as condições da paz religiosa?
  2. Que traços da Inglaterra simplifica Voltaire para criticar a França?
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