Obra · Mary Wollstonecraft

Reivindicação dos Direitos da Mulher

Wollstonecraft defende que as mulheres são seres racionais e morais cuja aparente inferioridade resulta de um falso sistema de educação e da dependência em relação aos homens. Examina os manuais de conduta e o retrato de Sofia em Rousseau, defende um mesmo padrão de virtude para ambos os sexos e reclama escolas nacionais mistas e o acesso das mulheres ao trabalho e à vida cívica.

01 / Contexto e transmissão

Compreender o texto

Escrita em cerca de seis semanas e publicada em janeiro de 1792, foi revista para uma segunda edição no mesmo ano. A obra responde ao relatório de Talleyrand sobre a instrução pública e pertence ao debate sobre os direitos aberto pela Revolução Francesa; os apelos à Providência e à maternidade fazem parte do argumento e não são meras concessões à época.

02 / Pontos principais

Pontos principais

  1. 01

    Educação

    O espírito das mulheres é enfraquecido por uma instrução pensada para as tornar agradáveis, e só uma educação racional pode fazer da sua virtude algo verdadeiramente seu.

  2. 02

    Crítica de Rousseau

    O livro V do Emílio serve de modelo a uma pedagogia que adestra as raparigas na obediência, no coquetismo e na dependência.

  3. 03

    Cidadania

    Wollstonecraft quer abrir às mulheres as profissões e um estatuto jurídico próprio, e chega a sugerir que tenham representantes no governo.

03 / Explorar as ideias em profundidade

Explorar as ideias em profundidade

Razão e educação das mulheres

Acompanhe o argumento da Reivindicação dos Direitos da Mulher, da razão partilhada à reforma da educação das raparigas e do lugar das mulheres na vida cívica.

Situando o texto

Escrita em cerca de seis semanas e publicada em janeiro de 1792, foi revista para uma segunda edição no mesmo ano. A obra responde ao relatório de Talleyrand sobre a instrução pública e pertence ao debate sobre os direitos aberto pela Revolução Francesa; os apelos à Providência e à maternidade fazem parte do argumento e não são meras concessões à época. Wollstonecraft defende que as mulheres são seres racionais e morais cuja aparente inferioridade resulta de um falso sistema de educação e da dependência em relação aos homens. Examina os manuais de conduta e o retrato de Sofia em Rousseau, defende um mesmo padrão de virtude para ambos os sexos e reclama escolas nacionais mistas e o acesso das mulheres ao trabalho e à vida cívica.

Seguindo os argumentos

Educação: O espírito das mulheres é enfraquecido por uma instrução pensada para as tornar agradáveis, e só uma educação racional pode fazer da sua virtude algo verdadeiramente seu. Crítica de Rousseau: O livro V do Emílio serve de modelo a uma pedagogia que adestra as raparigas na obediência, no coquetismo e na dependência. Cidadania: Wollstonecraft quer abrir às mulheres as profissões e um estatuto jurídico próprio, e chega a sugerir que tenham representantes no governo.

Continuando a leitura

Comece pela dedicatória e pela introdução e leia depois o capítulo 5, sobre Rousseau e os manuais de conduta, e o capítulo 12, sobre a educação nacional. Escrita em cerca de seis semanas e publicada em janeiro de 1792, foi revista para uma segunda edição no mesmo ano. A obra responde ao relatório de Talleyrand sobre a instrução pública e pertence ao debate sobre os direitos aberto pela Revolução Francesa; os apelos à Providência e à maternidade fazem parte do argumento e não são meras concessões à época.

Perguntas para acompanhar a leitura

  • Que fraquezas alegadamente femininas atribui Wollstonecraft à educação e não à natureza?
  • Porque defende ela que um dever não fundado na razão não pode obrigar?

Uma virtude que não assenta no entendimento é apenas hábito, e recusar educação às mulheres faz a sua dependência parecer natural.

Ler com um guia
04 / Como ler

Como ler

Comece pela dedicatória e pela introdução e leia depois o capítulo 5, sobre Rousseau e os manuais de conduta, e o capítulo 12, sobre a educação nacional.

05 / Edições e fontes

Edições e fontes

Os resumos e pontos principais são interpretações editoriais originais. Acompanham a leitura da obra e não substituem uma edição do texto. Método editorial ↗

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1790

Reivindicação dos Direitos dos Homens

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